Arquivo para outubro, 2009

Miniaturas de personagens do cinema

Posted in Uncategorized with tags , , on 28/10/2009 by Flávia Scherner

Eis que hoje é dia internacional da animação e o próximo sábado, dia 31, o zoom será dedicado ao tema.

Uma das matérias que vcs verão será sobre uma loja em sampa (Limited Edition) que vende miniaturas de personagens do cinema (entre muitas outras coisas). A loja é muito legal, fizemos a matéria semana passada e tiramos vááárias fotos pra vcs irem sentindo um gostinho do que será a matéria no ar.

Eu me apaixonei pelo E.T. que tem na loja, se tivesse sobrando (muito) dinheiro, eu colocava um desses na porta de entrada da minha casa, fácil!

Outra coisa que achei muuuuito legal foi um kit pra jogar poker, do Coringa. Mas a loja inteira tem muitas coisas interessantes!

Participaram da matéria o Rodolfo (um dos donos da loja), o Paulo (que é um cosplayer e foi muuuito paciente na gravação que demorou horrores!!) e o André Moraes que é produtor musical, curta metragista e colecionador de miniaturas e toys.

A gravação demorou pq lá pelas tantas a nossa câmera quebrou e tivemos que esperar uma hora mais ou menos pra chegar uma substituta. Mas valeu a espera, a matéria vai ficar bem legal!!

beijo beijo

Flávia, sonhando com o E.T….

Pra quem está em Curitiba – Mostra Bastardos e Inglórios

Posted in festivais, serviço with tags , , , , , on 28/10/2009 by Flávia Scherner

Uma dica meio atrasada, já que o festival começou segunda e já acaba na sexta, mas ainda dá tempo de assistir algumas coisas:

APRESENTAÇÃO

O título da presente mostra é abertamente oportunista ao aproveitar-se da repercussão e da publicidade obtida pelo filme Bastardos Inglórios. É um atrevimento adequado para fazer jus ao recorte proposto: exibir os filmes menores, desconhecidos ou pouco vistos, o cinema B que não apenas alimenta Quentin Tarantino como constitui um submundo cinematográfico raramente exibido e discutido publicamente em Curitiba. Não é preciso ir muito longe para descobrir que essa mesma estratégia é a artimanha das produções de baixo orçamento que imitam temas, atores e campanhas de publicidade de filmes de primeiro escalão, um movimento que vai do parasitismo infame à subversão política (notório exemplo de John Carpenter no último caso). Mas o caminho da produção cultural é quase sempre tortuoso e, por isso, de uma lista de títulos abrangente e diversificada chegou-se a apenas oito filmes que compõem essa mostra: Ser ou Não Ser, Pauline na Praia, Corrida contra o Destino, Era uma Vez no Oeste, Dublê de Corpo, O Samurai e as animações de Chuck Jones e Robert Clampett. Não é uma seleção que prima pelo ineditismo, como gostaríamos; nem todos os filmes são produções B; trata-se, antes de tudo, de uma lista possível diante das dificuldades do mercado de distribuição e da urgência de responder vivamente ao ambiente cultural dado. Acreditamos, no entanto, que a travessia por diferentes autores, gêneros e suportes cria um contexto novo de apreciação mesmo para os títulos mais conhecidos, aspecto a ser reforçado pelas apresentações e debates promovidos pelos convidados (Wellington Sari e Gustavo Ulisse) e distribuição, a cada sessão, de programas impressos com textos críticos que abordam os problemas do maneirismo no cinema, as estratégias de direção de atores, as manifestações de humor e o uso da caricatura na constituição de personagens, entre outros temas. Em todos os casos são traçadas relações aos aspectos da filmografia de Quentin Tarantino, mas cabe a ressalva, no entanto, de que não se trata de meramente elaborar um mapa de referências (para isso basta ler suas entrevistas e consultar sites especializados), mas buscar afinidades, aproximações e contrastes partindo da observação crítica e sensível da obra para levantar questões de estética, dramaturgia, encenação – cinema, em suma.

Nikola Matevski

 

DIA 28/10 (quarta-feira)
18h – PAULINE NA PRAIA (França, 1983). Dir. Eric Rohmer. Com Amanda
Langlet, Arielle Dombasle, Pascal Greggory, Féodor Atkine. 94 min.
Cor. 1.37 : 1 (ImdbApresentação e texto de Wellington Sari.
19h30 – CORRIDA CONTRA O DESTINO (EUA, 1971). Dir. Richard C.
Sarafian. Com Barry Newman, Cleavon Little, Dean Jagger. 99 min. Cor.
1.85 : 1. Blu Ray. (Imdb) Apresentação e texto de Wellington Sari.
DIA 29/10 (quinta-feira)
19h30 – DUBLÊ DE CORPO (EUA, 1984) Dir. Brian de Palma. Com Craig Wasson,
Gregg Henry, Melanie Griffith. 114 min. Cor. 1.85 : 1. DVD (Imdb)
Apresentação e texto de Nikola Matevski.
DIA 30/10 (sexta-feira)
20h30 – O SAMURAI (França, Itália, 1967). Dir. Jean-Pierre Melville. Com Alain
Delon, Natalie Delon, Cathy Rosier. 105 min. Cor. 1.85 : 1 DVD (Imdb)
Apresentação e texto de Nikola Matevski.

 

Gravações de terça

Posted in fotos, gravando o zoom, making of with tags , , on 24/10/2009 by Flávia Scherner

Oi Oi

Primeiro de tudo, hoje* (23 de out) é meu aniversário, parabéns pra mim, ieeeei! hehe

Bom, vamos lá… ultimamente nós temos gravado o Zoom na Cinemateca e nessa última terça, o Cleones Ribeiro, um dos fotógrafos da tv fez umas fotos de making of e de divulgação que eu tô colocando aqui pra vcs!

Nós gravamos, entre outros lugares, na sala de projeção… eu já tinha entrado em uma mas nunca tinha visto o projetor funcionando… mto legal! Acredito que no vídeo vai ficar bem interessante. O filme que tava sendo projetado era “O dia em que meus pais sairam de férias”.

*agora já é sábado, 24, mas eu escrevi esse post ontem e não sei pq ele não entrou no ar… então tô tentando colocá-lo novamente

Festival do Rio 2009

Posted in entrevistas, festivais with tags , , , , , , on 14/10/2009 by Flávia Scherner

Oi oi!

Desculpem só atualizá-los sobre o Festival do Rio agora… levei um Mac pra lá e não conseguia mexer direito no dito cujo, e eu que pretendia fazer uma atualização no blog a cada dia de festival, não consegui. Voltamos na sexta e foi o caos, o tempo fechou e o aeroporto Santos Dumont tb… resultado: 8 horas de atraso, cheguei em casa super tarde e não rolou vir escrever no blog, depois foi final de semana e feriado né??

Mas vamos ao que interessa! Essa foi a primeira viagem pra festival em que fui só eu com o câmera e assistente (Juninho e Tião respectivamente). Não teve a Dani (diretora) ou nenhuma produtora, já que parte do Zoom estava cobrindo a Goiânia Mostra Curtas (que vcs verão nesse sábado, dia 17). Ou seja, tive que produzir algumas coisas por lá tb.

Chegamos na terça, dia 6 de out., no final do festival, que tinha começado no dia 24 de set. Isso significa chegar perdida! hehe Não tinha assistido nenhum filme e não sabia como era o estilo do festival, já que o Zoom nunca foi cobri-lo. Chegamos no hotel, deixamos as bagagens e fomos correndo pro Cine Odeon, na Cinelândia. Tapete vermelho, muitos famosos chegando e eu lá caçando cada um deles. Os filmes da noite eram “Intruso” de Paulo Fontenelle (e antes que haja confusão… não é o mesmo Paulo Fontenelle do “Loki”) e “Flordelis – basta uma palavra pra mudar” de Marco Antonio Ferraz e Anderson Correa.

Entrevistamos o Paulo, a Juliana Knust, Charles Daves e a Ingrid Clemente. Fiquei curiosa pra ver o filme já que eles faziam todo um mistério em torno da história. Acho que consegui ver uns 30 minutos de filme… maior parte dele foi dublado e muito mal! Muuuito… não conseguia entrar na história por causa disso e resolvi sair e jantar, antes de voltar pro tapete vermelho pra falar com o pessoal de Flordelis.

Estava no restaurante do cinema e vi que os flashes pipocavam… corri pra lá pra retomar as entrevistas, mas não consegui falar com muita gente, infelizmente. Falei com os diretores e com a Flordelis (que chegou no cinema com seus 50 filhos), uma movimentação só! Fiquei pra assistir o filme e… mais uma decepção. Resisti até o fim pois queria conhecer a história dela. Uma pena o filme ser tão ruim, pois a história daria uma belo documentário ou até uma ficção, mas o filme não é uma coisa nem outra… se vcs procurarem no google tem algumas críticas em relação ao filme.

Quarta tivemos uma entrevista à tarde com o Marco Ricca, no shopping Gávea, depois da reprise de “Cabeça a Prêmio”. Assisti ao filme e em seguida fomos entrevistá-lo. Esse é o primeiro filme que Marco Ricca dirigiu e eu gostei bastante. Depois da experiência da noite anterior, eu tava com medo do que seria o filme. Pior ainda era eu não gostar e ter que entrevistar o diretor logo em seguida, mas ainda bem… cabeça a prêmio salvou o meu festival! As interpretações são ótimas, um elenco de primeira. Tem uns planos muito interessantes, bonitos. O filme parece ser bem decupadinho, mas durante a entrevista o Marco falou que muita coisa foi inesperada, situações que ele encontrava no momento e aproveitava.

Saímos de lá para o Pavilhão, onde rolavam os debates, seminários, credenciamento e outras coisas mais. Um lugar lindo, enorme… mas chegamos lá e estava vazio, as atividades já tinham acabado. Fomos então ao Odeon, tinha o filme do Tarantino e esperávamos encontrar mais atores e diretores por lá pra entrevistar. A fila pro filme tava bem grande, muito público mas nada de realizadores para entrevistarmos… ficamos uns 40 minutos em frente ao cinema e não conseguimos fazer uma entrevista, ninguém! Fui pro hotel e deixei pra assistir Bastardos Inglórios com meu namorado em São Paulo.

Quinta só iríamos gravar à noite, 19:30 era o horário marcado pra sairmos do hotel rumo à premiação no Odeon. Agora um parêntese… fui pro Rio 4 vezes, contando com essa do festival, posso contar nos dedos os dias de sol que vi por lá! Impressionante, ponho o pé no Rio e o tempo fecha, fica nublado e chove. Sendo assim, dessa vez não foi diferente hehehe. Quarta choveu no fim do dia e quinta choveu o dia inteiro!! Poxa… dia livre no Rio, e chove! O jeito foi ficar estudando pauta e me informando sobre os filmes que estavam concorrendo, já que eu não tinha assistido quase nada.

No Odeon, antes da premiação ficamos no cercadinho reservado à imprensa, não tínhamos acesso livre ao tapete vermelho nesse dia e conseguir fazer as entrevistas com quem passava por lá era um sufoco. Tinha tb uma pauta agendada com um cineasta americano, Robert Feinberg, que tem uma história interessante pra contar sobre o filme dele (vcs verão essa entrevista mais pra frente no Zoom e em português com direito a muito sotaque do Robert). Entrevistei tb o Merten para uma pauta sobre o cinema noir. Caso não conseguisse entrevistar ninguém do festival, pelo menos 2 pautas extras estavam resolvidas, ufa!

Mas consegui falar com algumas pessoas, entre elas a Juliana Paes, que apresentou (e muito bem) a premiação junto com Caco Ciocler. Nesses momentos de entrevistas com “celebridades” rola o que eu chamo de “duelo de microfones”, fico me sentindo numa luta de esgrima, cada um com seu microfone tentando espetar o entrevistado… no caso a “adversária” era a repórter da redeTV! que queria saber sobre a viagem da “Ju” à Disney, qual a nova cor do cabelo dela e coisas do tipo, enquanto eu queria saber sua cena inesquecível do cinema e o que ela acompanhou do festival. Eu tava lá, no meu cantinho estratégico, a Juliana vindo na minha direção e lá vem correndo a tal repórter, grudar do meu lado…  Daria muito bem pra fazer a entrevista cada uma de uma vez, mas não… os repórteres em geral, acho,  gostam de duelar.

Eis que rolou a premiação e logo em seguida consegui entrevistar vários ganhadores, sem precisar entrar em duelo com ninguém… nem acreditei!!