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“moscou”

Posted in entrevistas, festivais with tags , , , , on 02/04/2009 by Flávia Scherner

Oi oi!

Sexta fui assistir o novo filme do Eduardo Coutinho, “Moscou”,  que está no “É tudo verdade”. O filme “Jogo de Cena”, tb do Coutinho, é uma aula de interpretação, saí da sessão maravilhada com Marília Pêra e Andrea Beltrão enfrentando seus dramas e conflitos enquanto realizam uma cena… que lindo!!! Fui assistir “Moscou” com a mesma expectativa e saí do cinema meio decepcionada pq queria conhecer o processo de criação do Enrique Diaz que é um super diretor de teatro e  do grupo Galpão que tb é referência teatral e não é bem isso que o filme mostra…

Primeiro fiquei pensando que criar expectativa é péssimo, pq a chance de se frustrar é grande… Fiquei presa na idéia de ver o processo de criação, os atores e o diretor descobrindo os personagens, o tom das cenas, os tempos, as pausas… e não consegui aproveitar a beleza do filme, curtir as cenas em que os atores estão ensaiando, passando texto enquanto comem e coisas do tipo… tem umas cenas muito bonitas, mas não curti da maneira que deveria, pq tava presa! presa no processo, que foi mostrado só um tiquinho, só pra dar um gostinho de quero mais. Só me senti à vontade de colocar a minha opinião agora, aqui no blog, pq hoje tive a oportunidade de falar isso pro Coutinho, vcs poderão ver nosso bate papo no youtube, em breve…. no programa só vai ao ar um pouco da entrevista. Coutinho disse que a idéia no começo era realmente mostrar o processo, mas que no final, com 40 horas de filme ele não tinha nada de interessante pra mostrar do processo, que já não estava mais interessante!!! (maior decepção minha agora… como que o processo não ficou interessante?? que pena!!), tinha um ou outro momento bancana, mas que se ele colocasse no filme, as pessoas irião querer mais e não tinha, então ele optou por não colocar nada! E foi então que o filme se transformou em algo que ele não tinha pensado a princípio, se transformou e tomou vida na montagem.

Fizemos uma entrevista com ele lá no Espaço Unibanco, depois de termos gravado as cabeças do programa, numa correria pq tínhamos o horário marcado da entrevista. No começo a conversa tava difícil, fiz umas 3 perguntas e só levei na cabeça… ele desmereceu a pauta e eu já tava ficando arrasada pensando “não vou conseguir arrancar nada dele?? Ai.. Coutinho tá me achando uma burra, acabando com as minhas perguntas!!” mas eis que a gente não pode desistir e passado um tempo, enquanto eu ía ficando mais tensa, ele ía relaxando e finalmente a entrevista rolou… nisso a Dani (diretora) já tinha entrado no papo tb e feito perguntas, o que me ajudou a relaxar novamente hehe e quando tivemos que acabar a entrevista que eu tive a coragem de então falar minha opinião sobre o filme… afinal, já tínhamos a entrevista mesmo… se ele ficassa de cara comigo, já não faria mais diferença, e foi quando rolou a melhor parte, a que eu descrevi acima.

E o papo que começou com nós dois nos estranhando, acabou num clima bom, de amizade, com um abraço e um aperto de mão e trocas de palavras carinhosas. 🙂

obs.: só agora consegui terminar esse texto, que eu comecei a escrever na terça (quando rolou a entrevista)